Bank of America cria setor voltado para criptomoedas após criticar o Bitcoin

Mais um arrependido

O Bank of America (BofA) criou uma nova divisão de análise voltada para o mercado de criptomoedas, segundo publicou a Bloomberg Canada. De acordo com o banco, o novo produto terá como objetivo levar informações detalhadas sobre o mercado de criptomoedas para Wall Street.

A nova divisão terá como líder Alkesh Shah e cobrirá tanto a análise de criptomoedas quanto tecnologias associadas a elas. Ou seja, é possível que os relatórios da divisão também cubram empresas que trabalham com a tecnologia blockchain.

Por sua vez, a divisão de criptomoedas estará ligada ao setor de análise de renda fixa, moedas e commodities do banco, cuja liderança está nas mãos de Michael Maras. Um porta-voz da instituição confirmou que a equipe de criptomoedas já está formada, mas se recusou a fornecer mais informações.

Criptomoedas são tecnologias emergentes

Para os analistas do BofA, o mercado de criptomoedas apresenta crescimento em termos de valores e interesse do público. Portanto, a nova divisão servirá como uma base para orientar os investimentos neste mercado.

“As criptomoedas e ativos digitais constituem um dos ecossistemas de tecnologia emergentes que mais crescem. Temos uma forte equipe de pesquisa da indústria, plataforma de pagamentos globais líderes de mercado e em blockchain. Portanto, estamos exclusivamente posicionados para assumir a liderança neste mercado”, disse Candace Browning, chefe de pesquisa global para o BofA.

Por outro lado, Alkesh Shah juntou-se ao BofA em 2013, depois de passar pelos bancos Morgan Stanley e Lehman Brothers. Mamta Jain e Andrew Moss vão operar a equipe juntamente com Shah.

Mudanças de discurso

Paulatinamente, os bancos estão mudando seu discurso em relação às criptomoedas. Outrora críticos deste setor, as instituições agora correm para oferecer desde produtos para gestão de riqueza até serviços de custódia para criptomoedas.

O BofA é um exemplo claro desta mudança, visto que a instituição entra no mercado das criptomoedas menos de quatro meses após ter criticado o Bitcoin (BTC) em um relatório. Na ocasião, a criptomoeda foi rotulada de “impraticável” como investimento.

“O Bitcoin também se correlacionou com ativos de risco. Não está vinculado à inflação e permanece excepcionalmente volátil. O que o torna impraticável como depósito de riqueza ou mecanismo de pagamento”, disse o BofA.

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