CVM brasileira aprova segundo ETF de Ethereum do mundo

A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) aprovou a negociação de um fundo negociado em bolsa (ETF) da criptomoeda Ether, token nativo da rede Ethereum na bolsa de valores brasileira.

O ETF, sob o ticker QETH11, será gerido pela QR Asset Management. A empresa também é responsável pelo QBTC11, o primeiro ETF de Bitcoin aprovado no Brasil e o segundo aprovado no mundo.

Além disso, a brasileira Hashdax, que já possui um fundo negociado em bolsa no país de Bermudas, também está trabalhando no desenvolvimento de mais um ETF de Bitcoin na bolsa brasileira.

A aprovação de um ETF de BTC nos Estados Unidos, que possui disparado o maior mercado acionário do mundo, tem sido esperado como um grande marco para o mercado de criptomoedas. 

Contudo, apesar dos inúmeros pedidos de diversos gigantes bancários e do mundo das criptomoedas, o órgão regulador americano tem mostrado resistência para a aprovação do instrumento financeiro.

A comissária da Securities and Exchange Commission nos EUA, Peirce Hester, criticou a posição lenta da agência reguladora, e afirmou que o país pode se prejudicar com essa demora.

“Você mencionou os produtos negociados em bolsa que estão sendo negociados agora no Canadá. Eles decidiram que podem seguir em frente. Seus padrões, eu não sei quais são – eles podem ser diferentes dos nossos – mas também estamos vendo muitos outros tipos de produtos onde as pessoas podem ter acesso ao Bitcoin.

As coisas estão avançando e não queremos esperar muito porque então se torna muito mais importante quem é o primeiro a se mover. Se você esperar muito tempo, fica complicado para nós também. ”

O Ether, atualmente a segunda maior criptomoeda por capitalização de mercado, atualmente avaliada em mais de US$277 bilhões, busca ser uma rede para execução de smart contracts e aplicativos descentralizados.

A aprovação de um ETF permite que investidores institucionais obtenham com maior facilidade exposição às criptomoedas.

Além disso, o instrumento dá maior segurança regulatória para esta nova classe de ativos que muitos ainda temem que sofram uma repressão regulatória.

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