O bitcoin vai causar uma hiperinflação, afirma economista (e ele está certo)

Bernard Connolly, um renomado economista britânico, escreveu um artigo no portal Money Week com o título: “Como uma bolha no bitcoin pode levar à hiperinflação”. Por mais absurdo que isso soe, ele está certo, contudo, isso será ótimo para os investidores de bitcoin.

Bernard inicia seu texto apontando para o atual cenário macroeconômico de pujança nos mercados financeiros globais. Não somente Bernard, mas muitos outros economistas de renome, como Michael Burry e Ray Dalio têm apontado para a existência de bolhas nas economias mundiais.

Quanto a causa desse cenário não há discordância, certamente as políticas monetárias dos bancos centrais e a falta de austeridade fiscal são os motivos para a “mãe de todas as bolhas”.

No entanto, Bernard aponta para um bolha que, segundo ele, é a mais perigosa de todas, uma bolha no mercado de criptomoedas e no bitcoin, que, segundo ele, traria duas consequências para a economia mundial.

A primeira delas (e que Bernard gasta a maior parte do texto) seria uma transferência de riqueza dos investidores que compraram bitcoin por último para os que compraram primeiro. Para ele, isso traria um “colapso sociopolítico”.

“Para evitar um grave descontentamento social e político, levando à agitação e, em última instância, ao colapso sociopolítico, as autoridades terão que estourar a bolha do bitcoin antes que sua importância macroeconômica se torne muito maior. “

Certamente, isso não passa de uma bobagem alarmista de um economista acostumado com o sistema financeiro legado e com medo de mudanças. 

Transferências de riqueza são eventos naturais e ocorrem de tempos em tempos. Das 10 maiores empresas do mundo atualmente, 8 não existiam há 30 anos atrás, antes do boom da internet.

O que houve nas últimas décadas foi uma transferência de riqueza dos investidores tardios em tecnologia para os primeiros. Isso chama-se mercado, onde o capital tende a se alocar onde ele é mais eficiente.

Bitcoin e a hiperinflação

O segundo ponto levantado por Bernard é que, como o preço do Bitcoin tende ao infinito, assim como o mercado acionário e investimentos de renda variável, isso poderia fazer que uma bolha especulativa no bitcoin supere a quantidade de bens e consumos das economias e isso cause o estouro dessa bolha.

A questão aqui é que isso está muito longe disso ocorrer, o bitcoin possui atualmente uma capitalização de mercado de menos de 1 trilhão de dólares, o que significa que ainda existe muito espaço para este mercado alcançar o seu título de ativo de reserva de valor mundial.

E sim, quando isso ocorrer, haverá uma hiperinflação em dólares, reais, euros e demais moedas fiduciárias, simplesmente porque a maior parte da energia monetária do mundo estará alocada na rede BTC e não no dinheiro estatal.

Pense, quando você troca seus reais por satoshis na rede Bitcoin, mais reais estão em circulação na economia brasileira e menos satoshis estão disponíveis no mundo. O cenário final é lógico.

Há não muito tempo, o mundo possuía uma moeda forte como principal reserva de valor, o ouro, e nenhum cenário catastrófico como o previsto por Bernard ocorreu. Ao contrário, o abandono desse sistema está causando todos os problemas que vemos atualmente.

O texto de Bernard Connolly exprime muito mais um medo do diferente do que qualquer outra coisa. Mas o papel do novo sempre será substituir o velho.

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