Rio de Janeiro vai lançar sua própria cripto, a RioCoin

O Rio de Janeiro vai ganhar sua própria criptomoeda. A decisão foi anunciada na tarde de quinta-feira (13) pelo prefeito Eduardo Paes.

A revelação foi feita durante um painel do prefeito na Rio Innovation Week. Paes dividiu a mesa com o prefeito de Miami, Francis Suarez, um dos primeiros a adotar o modelo.

Chamada de RioCoin, a criptomoeda deve seguir os mesmos rumos da MiamiCoin e da NYCoin, que foram criadas pela CityCoin.

Segundo o secretário de Desenvolvimento Econômico, Inovação e Simplificação da Prefeitura do Rio de Janeiro, Chicão Bulhões, o próximo passo é criar um grupo de estudo formal para, as Secretaria da Fazenda e a de Desenvolvimento Econômico coordenaram a CriptoRio.

“O projeto ainda é embrionário, mas o decreto deve ser publicado em poucos dias”, disse Bulhões.

“O Rio de Janeiro vai criar um grupo de estudos formal junto com a secretária de Fazenda. Nós vamos estudar a possibilidade de usar o tesouro do Rio de Janeiro para investir em criptomoedas”.

Bulhões diz é preciso pensar além das questões tributárias .

“O Rio de Janeiro está pensando e estudando a possibilidade, inclusive de parte do Tesouro do Rio, que hoje está superavitário em cerca de 1% , a gente eventualmente investir pela cidade também com criptomoedas com segurança”.

O secretário ressaltou que existem também os maus atores que também atuam nesse setor, uma vez que os cyber criminosos também estão de olho nas facilidades do mercado descentralizado como por exemplo usar as criptomoedas para financiar o terrorismo, o narcotráfico entre outros crimes.

“O setor está cada vez maior, é revolucionário. O mundo inteiro, em algum momento vai conversar com a tecnologia blockchain, com esses tokens e criptomoedas. E o Rio de Janeiro quer estar na vanguarda.”

Chicão citou iniciativas cariocas no espaço cripto: “a gente tem aqui gestoras, exchanges , temos gigantes como a Hashdex, por exemplo, temos empresas custodiantes desses ativos aqui no Rio de Janeiro, as pessoas estão vindo de São Paulo, do sul do país e se instalando em um lugar que é gostoso para morar. É um negócio que a cidade agora vai abraçar como uma das suas vocações dentro dessa linha de inovação.”

O grupo de trabalho, chamado de criptoRio, deve ser conhecido nos próximos dias e vai estudar as possibilidades da RioCoin para cidade, incluindo as questões fiscais e como fomentar ainda mais esse ecossistema.

O secretário de Desenvolvimento Econômico, Inovação da Prefeitura do Rio de Janeiro disse ainda que o grupo deve levar nos próximos dias o decreto da RioCoin para o prefeito Eduardo Paes assinar.

“O prefeito teve a ideia de criar um Chief Crypto Officer, uma mentor dessa criptomoeda , que seja um representante interno — uma espécie de gestor do projeto da cripto RIO –  a gente já tem um escritório de dados, isso é uma inovação da cidade do Rio e a gente quer ter essa pessoa também posicionada na cidade para falar bastante sobre isso (CriptoRIo)”.

Projeto Piloto CriptoRio

Segundo Bulhões o projeto piloto da Cripto Rio está “começando agora .”

Sobre a o marco regulatório cripto, que deve voltar a pauta do Senado em Fevereiro ele diz que quer que seja positivo e pró- mercado.

“A gente sabe que o sistema de cripto, de blockchain, todo esse ecossistema, é um sistema que inclusive já nasce de uma vontade de ser menos regulamentado, descentralizado, agora, quando a regulamentação vem para ajudar e não para atrapalhar é o que a gente gostaria que acontecesse. Então, a gente vai sempre nessa linha”.

“A ideia é que o ecossistema se fomente, funcione e o governo não pode atrapalhar. Agora, nem o governo federal, nem o estadual, nem do Rio podem ter a intenção de atrapalhar esse ecossistema”, conclui.

Rio de Janeiro quer ser pioneiro em cripto no país

O secretário revelou ter a ambição de liderar uma criptomoeda do Brasil em parceria com a cidade Maravilhosa. Bulhões vai além e diz que vê a adoção das criptomoedas impactarem a cidade como um todo:

“Principalmente para as regiões onde a gente tem uma demanda de serviço bancário muito grande. Por exemplo, as favelas que têm muitas dificuldades de acesso aos serviços bancários e sabemos que os bitcoins e outras criptomoedas podem suprir uma necessidade nessas regiões, onde o poder público tem um desafio de segurança pública muito grande, mas que podem ser supridos hoje por essa tecnologia. Então é um dos grandes temas nossos aí do Rio.”

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