Mineração de Bitcoin é uma grande oportunidade para Petrobrás e usinas brasileiras

Entenda como a mineração de Bitcoin (BTC) pode ser uma grande oportunidade para petroleiras como a Petrobrás, e para usinas de produção de energia.

O Bitcoin (BTC), um protocolo de moeda nativo da internet, se tornou o ativo com o melhor desempenho da última década, superado qualquer índice acionário, commoditie ou produto de investimento.

Este crescimento exponencial fez o cripto-ativo alcançar a impressionante marca de US$ 1 trilhão em capitalização de mercado em apenas 12 anos de história, cerca de 10% do valor total do ouro, um ativo financeiro que está com a humanidade há cerca de 5 mil anos.

Esse crescimento orgânico está proporcionando o surgimento de grandes mercados para o fornecimento de infraestrutura, como é o caso do setor da mineração, um dos aspectos mais fundamentais da rede Bitcoin.

O que é a mineração?

A mineração de Bitcoin é processo na qual Satoshi Nakamoto, o anônimo criador da rede, encontrou para criar um consenso distribuído, que é responsável por alinhar os incentivos econômicos, além também de permitir validação simples e transparente de novas transações que são adicionadas à timechain.

Os mineradores despendem recursos energéticos e computacionais por meio de computadores especializados, que trabalham constantemente na resolução dos blocos que contêm as transações adicionadas pelo minerador anterior.

Os mineradores honestos, que contribuem com a segurança da rede, são recompensados com os novos bitcoins emitidos e com as taxas de transação pagas pelos usuários. Quanto mais poder computacional, maior é a segurança da rede e maiores são os custos de um eventual ataque.

Atualmente, somente as recompensas de novos bitcoins criados geram uma receita de mais de US$ 14 bilhões anuais –dado o preço atual do bitcoin–, sem contar as taxas pagas pelos usuários.

Investimentos institucionais

Este crescimento e todo o valor negociado na rede –que hoje está atualmente na casa dos dezenas de bilhões por dia–, está atraindo cada vez mais infraestrutura e investimentos institucionais.

Após 2020, dezenas de empresas de mineração de Bitcoin em todo o mundo abriram o seu capital em bolsa, como é o caso da Core Scientific, Riot Blockchain e Marathon Digital Holdings.

Além do crescimento institucional das grandes mineradoras, vimos nos últimos dois anos um aumento no interesse de empresas de extração de petróleo e gás e de companhias de energia elétrica. Mas afinal, por que isto está ocorrendo?

Petroleiras e usinas

O Bitcoin é um ativo que está intimamente ligado com a eletricidade, sendo este o principal custo para uma operação de mineração. A atividade sempre foi de maneira geral considerada muito custosa de ser realizada devido a sua alta competitividade.

Dessa forma, operações em larga escala só são economicamente viáveis em locais com energia de baixo custo. O que acontece é que existe no mundo muita energia sendo desperdiçada devido a questões inerentes dessa atividade. Vamos observar por exemplo algo que é muito comum na extração de petróleo e gás. 

Quando uma companhia está procurando por petróleo ou por gás, é possível que seja encontrada uma fonte de gás que seja economicamente inviável de ser explorada, uma vez que seria necessário a construção de infraestrutura, como tubulações, para encanar o gás e dar para ele fins produtivos. 

Como muitas vezes isso pode ser algo inviável, o destino para esse flare gás é a queima na atmosfera. Nesse processo, bilhões de dólares em recursos energéticos são queimados anualmente. 

Um fim claro para este produto é produção de energia local, que pode ser imediatamente utilizada para minerar bitcoin. Este processo já está sendo explorado por diversas empresas ao redor do mundo, como é o caso da Gazprom, maior estatal petroleira russa.

O mesmo desperdício ocorre em locais de produção de energia elétrica. Como as usinas precisam operar acima da capacidade para atender a aumentos na demanda de curto prazo por energia, é comum que parte desse excedente seja perdido.

É importante destacar que o armazenamento de energia por meio de baterias é algo ainda muito caro e economicamente inviável. Dessa forma, o único fim produtivo para esses recursos desperdiçados é a proteção da rede Bitcoin, a maior rede monetária descentralizada do mundo.

Dessa forma, essa pode ser uma ótima oportunidade para empresas nacionais, que podem obter mais uma fonte de receita e tornar as suas atividades mais economicamente viáveis e eventualmente até os seus produtos mais baratos.

Ao contrário da narrativa encontrada nos portais da mídia tradicional, a mineração de Bitcoin tem um enorme potencial para fortalecer as redes elétricas, viabilizar a produção de energia renovável e otimizar a produção elétrica global. 

Não à toa, localidades como o Texas, estão se integrando ao Bitcoin como forma para fortalecer a sua já autossuficiente produção de energia.

Este é um mercado ainda pouco explorado no Brasil, mas que pode ter grande potencial, especialmente por conta da nossa matriz energética predominantemente verde. Bitcoins minerados com energia renovável costumam ter um prêmio de até 30% em determinados mercados.

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